Folclore

  • A Mula-Sem-Cabeça é um personagem folclórico brasileiro. No Brasil, foi popularizada por Monteiro Lobato, mas especula-se que tenha origens ibéricas, já que existem seres parecidos no folclore argentino (Almamula ou Mula Ánima) e mexicano (Marola). Conta a história que a mulher que se deitasse com um padre seria amaldiçoada e transformada em uma mula com chamas no lugar da cabeça. Seus relinchos eram misturados com gemidos humanos e suas patas calçadas com ferraduras de prata. Além de assustar, a criatura atropelava e despedaçava aqueles que a encontravam. A criatura era condenada a correr os pastos nas madrugadas de quinta-feira até que a maldição fosse desfeita. Segundo a lenda, as três formas de desfazer a maldição eram: tirar o freio da besta, feri-la com alfinete que nunca foi usado, o padre amaldiçoar a sua amante sete vezes antes da missa. O post A Lenda da Mula-Sem-Cabeça apareceu primeiro em Escola Educação.
  • November 9, 2018

    A Lenda da Cobra Grande

    A lenda da cobra grande é um mito folclórico das regiões norte e nordeste do Brasil sobre uma gigantesca serpente com olhos luminosos que habita as profundezas dos rios e lagos. De origem amazônica, a história explica de forma lendária a origem dos sulcos onde correm os rios. Esses seriam os rastros por onde a cobra havia passado. A inspiração para a criatura pode ter sido as sucuris (serpentes do gênero Eunectes), que podem chegar aos oito metros de comprimento. A versão mais corrente da história é aquela em que uma índia fica grávida de uma cobra sucuri e dá à luz a cobras gêmeas – um chamado Honorato (ou Norato, ou Nonato) e uma chamada Maria Caninana. A índia, repugnada com a aparência de seus filhos, os abandonou no rio. Honorato, porém, de bom coração, continuou visitando a mãe. Maria, por sua vez, era rancorosa e alimentava ódio por quem a abandonara. Maria Caninana naufragava embarcações, devorava animais e pessoas enquanto Honorato reprovava as atitudes de sua irmã. Honorato decidiu matar a irmã para acabar com suas injustiças e, assim, conseguiu a gratidão das tribos ribeirinhas. Nas noites de lua cheia, ele assumia forma humana e caminhava pela terra, participando das festividades com os índios. Entretanto, ele sempre tinha de retornar aos rios. Querendo tomar parte na vida humana, Honorato convidou as pessoas a desencantá-lo: era necessário colocar leite em sua imensa boca de cobra e ferir sua cabeça com aço virgem (que nunca cortara nada). Porém, ninguém tinha coragem de se aproximar da monstruosidade. Em uma versão da lenda, um soldado corajoso liberta Honorato e ele vive feliz por anos. Em outra, Honorato se revolta na ocasião da morte de sua mãe e vai viver enterrado sob as cidades, adormecido. O post A Lenda da Cobra Grande apareceu...
  • November 9, 2018

    A Lenda do Boto

    O boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) é um cetáceo de água doce que vive na bacia amazônica. Segundo a lenda, essa criatura tem o poder de se transformar em um belo jovem, especialmente nas noites de comemoração dos Santos Populares (Santo Antônio, São João e São Pedro). Quando transformado, ele usa um chapéu para esconder seu espiráculo e roupas brancas. Nas noites festivas, ele escolhe a mais bela jovem solteira e a leva para passear pelo fundo do rio. Lá ele a engravida e a abandona. A expressão “filho do boto” é usada quando não se sabe quem é o pai de determinada criança. A lenda, portanto é uma espécie de justificativa tradicional para a gravidez fora do casamento. O post A Lenda do Boto apareceu primeiro em Escola Educação.
  • November 9, 2018

    A Lenda da Erva-mate

    A lenda da erva-mate é uma história folclórica do sul do Brasil. Conta a história que um guerreiro guarani estava triste porque já estava velho demais para guerrear. Seu único consolo era sua filha, Yari, que tinha recusado muitos pedidos de casamento para poder cuidar melhor do pai. Um dia, veio à casa do velho guarani um viajante estranho, com roupas exóticas e olhos azuis. Yari e seu pai foram hospitaleiros, cantaram para o viajante e lhe ofereceram suas melhores comidas. No dia seguinte, o viajante agradecido se revelou ser um mensageiro de Tupã e, para retribuí-los a bondade, realizaria qualquer desejo que tivessem. O velho pediu que lhe fossem devolvidas as forças da juventude, para que assim a filha ficasse livre para se casar. O mensageiro entregou ao velho as folhagens da planta Caá e ensinou a ele como cultivá-la e como preparar uma infusão com ela. A poção mágica que devolveu o ânimo ao velho índio era o chá de erva mate. O post A Lenda da Erva-mate apareceu primeiro em Escola Educação.
  • November 7, 2018

    A Lenda da Iara

    A Lenda da Iara é um mito folclórico brasileiro nascido na região da Amazônia. Iara, ou Mãe d’água, tem raízes indígenas e seu nome vem do tupi-guarani “aquela que vive nas águas”. O personagem é uma sereia de pele morena e olhos castanhos, capaz de atrair os homens com a melodia de sua voz. Ela vive nos rios amazônicos se admirando no reflexo das águas, penteando-se com um pente de outro. Origem Conta a história que Iara era uma índia filha do o cacique da tribo. Orgulho que seu pai sentia por ela gerou em seus irmãos uma inveja assassina. Precavendo-se da raiva dos irmãos, ela os matou primeiro e fogiu para as matas. O pai a encontrou e, como punição, resolveu lançá-la ao rio. Entretanto, os peixes salvaram Iara e a transformaram em uma sereia. A partir daí, Iara passou a habitar a beira dos rios, conquistando homens e encantando-os, fazendo com que se afogassem. Aqueles que conseguem escapar dos encantos de Iara enlouquecem e apenas o Pajé pode livrá-los da maldição. A lenda também afirma que Iara pode se transformar numa linda mulher quando quer se afastar das águas. O post A Lenda da Iara apareceu primeiro em Escola Educação.
  • November 7, 2018

    A Lenda do Curupira

    O Curupira é personagem folclórico brasileiro. Trata-se de um garoto de cabelos compridos e vermelhos que tem os pés virados para trás. Ele é um guardião das matas, capaz de fazer com que caçadores e madeireiros se percam nas florestas. Para conseguir as bênçãos do Curupira, índios brasileiros dão oferendas à entidade quando vão adentrar as matas. O costume passou a seringueiros, na forma de fumo e cachaça como tributos. Segundo a narrativa, o Curupira é muito curioso, portanto, para escapar de suas armadilhas, deve-se fazer um enigma (como um novelo de cipó) para que ele se distraia e dê a chance da vítima escapar. O padre José de Anchieta escreveu sobre a criatura, que no século XVI estava associada à diversos atos de violência acontecidos na floresta. Em sua origem, o Curupira não era um personagem infantil, mas sim uma espécie de demônio. O post A Lenda do Curupira apareceu primeiro em Escola Educação.
  • November 7, 2018

    A Lenda da Cuca

    A Cuca é um ser mitológico do folclore brasileiro. Diz a lenda que a velha bruxa com cabeça de jacaré assusta e rapta as crianças que desobedecem seus pais. A origem da besta pode ser a espanhola Coca, uma assombração que assusta meninos, representada por uma mulher com cabeça de abóbora iluminada por fogo. A popularização da Cuca se deve, em grande parte a Monteiro Lobato, que fez da criatura um dos personagens do Sítio do Picapau Amarelo. A cantiga de ninar popular “Nana neném / Que a cuca vem pegar / Papai foi na roça / Mamãe foi trabalhar” também desempenhou seu papel em difundir a criatura. Outra música que deu popularidade é a interpretada por Cassia Eller: “Cuidado com a Cuca / que a Cuca te pega / E pega daqui / E pega de lá / A Cuca á malvada e se fica irritada / A Cuca é zangada, cuidado com ela / A Cuca é matreira e se fica zangada / A Cuca é danada, cuidado com ela.” O post A Lenda da Cuca apareceu primeiro em Escola Educação.
  • A história do Negrinho do Pastoreio é uma lenda afro brasileira, com influências europeias. Popular principalmente no sul, a história se passa na época da escravatura, quando maus tratos aos escravos era comum. A lenda conta que um estancieiro malvado ordenou a escravo de quatorze anos que cuidasse dos seus cavalos novos. O garoto, entretanto, deixou escapar um cavalo baio. O estancieiro, furioso, o surrou com chicote e ordenou que fosse atrás do cavalo. O Negrinho do Pastoreio encontrou o cavalo pastando e tentou laçá-lo, mas falhou. Como punição, o fazendeiro resolveu amarrá-lo nu sobre um formigueiro e deixá-lo para passar a noite fria ali. No dia seguinte, o estancieiro foi verificar o estado do menino, mas assustou-se ao encontrá-lo sem cicatrizes ou marcas, ao lado da Virgem Maria, e mais adiante o cavalo baio. O fazendeiro pediu perdão, mas o Negrinho partiu com o cavalo. A partir de então, é costume na região sul, quando se perde algo, pedir ao Negrinho do Pastoreio e acender uma vela para encontrar o objeto – como uma espécie de São Longuinho no resto do país. Algumas versões contam que a vela deve ser acendida num mourão, outra em um formigueiro, outras ainda em um altar para Nossa Senhora. O post A Lenda do Negrinho do Pastoreio apareceu primeiro em Escola Educação.
  • November 6, 2018

    A Lenda do Boitatá

    O Boitatá (ou Fogo Corredor) é uma lenda do folclore brasileiro sobre uma cobra de fogo gigante com olhos brilhantes que protege as matas contra incêndios. O mito tem raízes na mitologia tupi-guarani com influências portuguesas e foi documentado em 1560 pelo padre José de Anchieta. Existem muitas variações da lenda, na versão nortenha, a história conta que o boitatá é aquático e pode se transformar também numa tora em brasa, e também que é uma alma penada que deve pagar seus pecados desta forma. Na versão sulista, a origem do boitatá seria uma cobra que se escondeu em cavernas durante o dilúvio bíblico, ganhando olhos brilhantes e a capacidade de enxergar no escuro. Em algumas versões, a besta pode petrificar quem olha em seus olhos. Há ainda diversas tentativas de explicar cientificamente a concepção da lenda. A principal hipótese é o fenômeno do fogo-fátuo (Ignis fatuus), em que a oxidação dos produtos da decomposição de matéria orgânica (metano, fosfina, difosfano) em pântanos e charcos produz luz espontaneamente. O post A Lenda do Boitatá apareceu primeiro em Escola Educação.
  • November 6, 2018

    A lenda do Corpo-Seco

    A lenda do “Corpo-Seco” é uma história folclórica brasileira nascida em meados do século XX, em Minas Gerais. Hoje é contada com diversas variações e pode ser considerada um conto preventivo para que crianças não desobedeçam seus pais. A versão mais corrente narra como um homem chamado Zé Maximiano, residente da Serra da Mantiqueira, foi rejeitado por Deus, o Diabo e pela própria terra, condenado a vagar pelo ermo. Zé Maximiano era conhecido na cidade de Monteiro Lobato por brigar e agredir seus pais até o dia em que morreu assassinado. Enterrado, foi rejeitado pela sepultura e passou a assombrar o local. O corpo do morto-vivo foi levado à força e abandonado em uma gruta. Entretanto, não permaneceu lá por muito tempo e passou a peregrinar e assombrar aqueles que o encontram. Em especial, a assombração persegue crianças que desrespeitam os pais. A lenda em no Brasil Veja mais sobre: Lendas do Folclore Brasileiro » Em São Paulo, conta-se uma variação em que o Corpo-Seco se aproxima de viajantes incautos e suga-lhes o sangue, transformando-os em corpos-secos também. Em outra variação, ele é um ex-fazendeiro avarento que protege as árvores de seu antigo pomar. Em mais uma variação, ele mata as árvores que toca, que ficam com um aspecto humano decrépito como o seu próprio. A cidade de Ituiutaba reivindica para si o título de berço do Corpo-Seco. Ao sul do município há até mesmo a Serra do Corpo Seco, onde, segundo a lenda, ele teria sido isolado após sua rejeição pela terra. O município de Taubaté, São Paulo, é outro que afirma ser o local onde a lenda se iniciou. Em 07 de agosto de 2005, o jornal Vale Paraibano publicou uma matéria sobre o morto-vivo que se esconderia há 40 anos em uma gruta em Pedra Branca. O post...
 

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