História

  • November 8, 2018

    África Oriental

    A África Oriental é a região mais à leste do continente africano, banhado pelo Oceano Índico, e inclui geralmente Comores, Djibuti, Eritreia, Etiópia, Quénia, Seychelles, Moçambique, Somália, Tanzânia, Burundi, Ruanda, Uganda e Madagascar. A região inclui a península chamada de “Chifre da África” (Djibuti, Eritreia, Etiópia e Somália) de especial importância histórica porque, segundo evidências genéticas e de fósseis, pode ter sido de onde se dispersaram os humanos modernos. Cultura e povos Existem muitos grupos étnicos diferentes na África Oriental. Oromo O povo Oromo tem aproximadamente 40 milhões de integrantes e compõe 34% da população etíope, além de serem encontrados também no Sudão e no Quênia. A língua desse povo é o Oromo, que integra a família das línguas afro asiáticas. Atualmente, 60% deles seguem o Islã. Historicamente, os Oromo governavam a si mesmos por meio de um sistema democrático chamado Gadaa (que significa “era”), que elegia homens de diversas classes (“miseensa”) para papéis judiciais, políticos, rituais e religiosos. Esses líderes tinham um mandato de oito anos, quando ocorria a próxima eleição. Hutu Habitando Ruanda, Burundi, República Democrática do Congo e Uganda, o povo Hutu tem cerca de 18 milhões de integrantes e 84% dos ruandeses e 85% dos burundianos são hutus. Esse grupo fala a língua Ruanda-Urundi, que faz parte do grupo idiomático Bantu. A história desse povo é marcada por conflitos com o grupo étnico do povo Tutsi. Com a ocupação belga dos territórios de Burundi e Ruanda durante o período neocolonial, monarquias artificiais foram instauradas e garantidas pelo poderio europeu. Quando os belgas se retiraram (1959), entretanto, houve uma transferência de poder e inversão social em um momento conturbado. Em Ruanda, isso levou à violência da maioria hutu contra a minoria tutsis. Dezenas de milhares de tutsis foram mortos e muitos outros fugiram para países vizinhos. Mais...
  • November 7, 2018

    África Austral

    A África Austral (ou África Meridional) é a região mais ao sul do continente africano. O termo geralmente reúne os países Angola, Botswana, Suazilândia, Lesoto, Malawi, Moçambique, Namíbia, África do Sul, Zâmbia e Zimbabué. Cultura e povos Existem dezenas de grupos étnicos diferentes na África Austral. Zulu, xona, xhosa, tswana e tronga são aqueles com mais integrantes. Chama a atenção a presença de aproximadamente 9 milhões de habitantes descendentes de colonos europeus vivendo na região, como Africâners e pessoas de etnias miscigenadas que falam línguas indo-europeias. Dois exemplos de culturas originais do local são: Zulu A maior população da África Austral é a do povo Zulu, com 12 milhões de pessoas. Os zulus, como outros povos do sul da África, falam uma língua integrante do grupo Bantu. Essas são línguas complexas, famosas pelo uso de diversos tipos de “cliques” vocais como consoantes. Hoje habitando a província KwaZulu-Natal, os zulus já formaram um grande império por volta de 1818 sob o líder Shaka, que unificou diversas tribos. As forças militares de Shaka causaram um dos mais conturbados períodos na região, o Mfecane (ou Difaqane ou Lifaqane). Com um número de exércitos sem precedentes, possibilitado pela introdução de alimentos como o milho, Shaka iniciou uma guerra generalizada contra outros povos que inverteu a ordem social e levou a criação de estados como o moderno Lesoto. O império zulu tentou resistir à dominação britânica nas guerras Anglo-Zulu (1879), mas foi derrotado e dividido em treze territórios menores, absorvidos pela Colônia de Natal. Sob o apartheid, os zulu perderam suas cidadanias sul-africanas, sendo alocados como KwaZulu (kwa significando “lugar de”). Centenas de milhares de zulus foram desalojados e forçosamente transferidos para os chamados “bantustões”. Em 1994, KwaZulu unificou-se com a província de Natal. Os Zulu são conhecidos pelas conquistas de Shaka, pelos costumes tribais...
  • Grande parte das danças africanas são caracterizadas por terem um aspecto ritualístico. Ou seja, elas são reservadas para as ocasiões especiais, como por exemplo nascimentos, casamentos, morte, colheitas, guerras, agradecimentos ou rituais de passagem. Entre as principais características gerais que podemos ressaltar, está a formação em fileira, círculo ou semicírculo, a participação de toda a comunidade e o acompanhamento de instrumentos de percussão. Ademais, as principais danças africanas têm uma ligação muito forte com a religião. Justamente por isso, em algumas delas o corpo serve como uma espécie de ligação entre a Terra e mundos espirituais. Seria impossível descrever aqui todos as danças africanas, uma vez que a diversidade cultural do continente é infinita. Apesar disso, reunimos alguns exemplos que são característicos de diversas regiões da África e que retratam bem as tradições locais. Principais danças africanas Ahouach É um ritmo coletivo, que representa, sobretudo, a união da comunidade. Os principais instrumentos são o tambor feito em pele de cabra e as flautas. Os povos berberes, que falam a língua berbere e são nativos do norte da África, executam a coreografia caracterizada pelo balanço dos corpos dos bailarinos. Habitualmente eles adornam os corpos com muitas joias esculpidas em pedras e âmbar. Gnawa Carregado de simbolismos, o ritmo está ligado à morte e passagem de um mundo para outro. Os bailarinos vestem-se de branco e usam chapéus pretos repletos de adornos, que incluem amuletos, talismãs, contas e conchas. Evocando a presença do deus Hadra, eles posicionam-se em linha reta ou círculo. Enquanto isso, executam danças acrobáticas, batem palmas e tocam tambores. Guedra Também chamada de ritual das mulheres de azul, a dança é tradicional do deserto do Saara, desde a Mauritânia, passando pelo Marrocos, até o Egito. “Guedra” em tradução livre quer dizer “aquela que faz ritual”. Assim sendo, pode ser...
  • O que foi a Inconfidência Mineira? A Inconfidência Mineira foi um movimento de caráter separatista ocorrido em 1789, cujo palco foi a província de Minas Gerais. É tido como um dos movimentos sociais mais importantes da história do Brasil. Contexto histórico e causas da Inconfidência Mineira Uma das principais causas para o declínio do ciclo do ouro foi a queda na produção. A partir de 1760, a cada ano a quantidade de ouro disponível para o garimpo ficava menor, causando o empobrecimento da população, uma vez que a atividade consistia no principal pilar da economia. Ainda que a produção estivesse em queda, os impostos cobrados pela Coroa, sendo o quinto o mais conhecido, permaneciam com as mesmas taxas. Quando o total dos impostos arrecadados não atingia o limite mínimo, fixado em 100 arrobas anuais, era determinada a derrama. A prática da derrama consistia em usar a força dos aparatos armamentícios da Coroa para cobrar da população a quantidade de ouro que faltava para atingir o esperado. Apesar de só ter acontecido uma vez, era algo que podia voltar a acontecer a qualquer momento, causando temor geral. Somado a isso, o custo de vida na província ficava mais alto a cada dia, já que todas as compras eram feitas a prazo, sendo o ouro a principal moeda de compra. Isso fez com que aqueles que tinham o controle do metal começassem a se endividar. Comerciantes, traficantes de escravos e agricultores deixaram de ser pagos, alastrando a crise para diversos setores da sociedade. O Alvará de 1785 foi outro catalisador do colapso. Ele determinou o encerramento das atividades de todas as manufaturas, obrigando a população a consumir apenas produtos importados, vendidos a preços exorbitantes. As ideias do Iluminismo, lançadas na Europa, acabaram chegando no Brasil, apesar da censura. Temas como a liberdade...
  • Wadjet era a deusa patrona e protetora de todo Baixo Egito, e a cidade Wadjet (que posteriormente se fundiria com Per, formando a cidade Buto) foi nomeada em sua homenagem, e lá se situava seu oráculo. A imagem de Wadjet com o disco solar é chamada de uraeus, e era o emblema da coroa dos governantes do Baixo Egito. Era a protetora dos faraós e das mulheres no parto, já que na mitologia egípcia, Wadjet ajudou Ísis a proteger e esconder nos pântanos do delta do Nilo o deus Hórus de seu tio traiçoeiro, Set. Ela era associada à terra e representada como uma mulher com cabeça de cobra ou uma naja com a cabeça de uma mulher. Ela foi associada, juntamente com outras deusas, ao “olho de Rá”, uma contrapartida feminina do deus do sol Rá e representava oposição à sua força violenta. Essa deusa feminina, portanto significava a proteção e o mundo dos vivos. Em cerca de 3200 antes de Cristo, o Baixo Egito foi conquistado pelo Alto Egito e houve a unificação sob o reino de Narmer. A deusa leoa do Alto Egito, Sekhmet, e Wadjet sofreram uma gradual fusão. Bast e Mut são outras divindades com que é às vezes associada. Em mitos egípcios posteriores, uma vez que ela estava ligada à terra, após a unificação do Baixo e Alto Egito, ela passou a ser pensada como a esposa de Hapi, uma divindade do Nilo, que fluía pela terra. Suas imagens podem ser encontradas em diversos templos egípcios, como Luxor, Imet (atualmente Tell Nebesha) e outros. Diversas divindades são retratadas usando seu uraeus e o olho de Wadjet é um dos mais reconhecidos símbolos do Egito antigo. O post Wadjet – deusa protetora, patrona do Egito apareceu primeiro em Escola Educação.
  • Os índios nos deixaram mais do que os hábitos de higiene e diversas comidas. No processo de absorção de sua cultura, adotamos também alguns de seus objetos de uso cotidiano. Aqui estão 5 coisas que faziam parte do dia-a-dia dos índios e que foram novidade para os europeus. Cuia Do tupi, kúia. A vasilha arredondada usada para armazenar água ou grãos é na verdade o  fruto seco da cuieira (Crescentia cujete). Cumbuca é outro utensílio similar, cujo nome vem de kuimbuka, significando cuia dividida. Tipiti Tipiti um espremedor de palha trançada utilizado por diversas tribos da região amazônica para prensar a raiz moída de diversos vegetais, mas mais frequentemente da mandioca. O uso dessa ferramenta para secar a raiz de mandioca ainda servia para extrair seu sumo: o tucupi. Rede A rede de descanso era feita pelos índios com cipó e lianas. Com a chegada dos europeus, foi substituída por algodão, mas os padrões que a enfeitam e a técnica de amarra permanece parecida com a original. No Brasil Colônia era utilizada também como meio de transporte, na qual os escravos carregavam os colonos. Bolsa Canguru O cesto que usamos hoje para carregar bebês tem origem no jamaxi (ou jamaxin). A bolsa com alças de vegetais trançados também foi utilizado por seringueiros na exploração da amazônia. Cabaças As cabaças são usadas em diversas culturas, como a japonesa; o próprio nome vem do árabe “kara bassasa” (significando abóbora lustrosa). No Brasil, o uso vem dos índios, que a chamavam de Porongo. O post 5 Objetos de uso cotidiano que vieram dos índios brasileiros apareceu primeiro em Escola Educação.
  • Os antigos adoravam ele mais do que qualquer outro deus e os faraós muitas vezes se conectavam com Rá em seus esforços para serem vistos como a encarnação terrena do deus-sol. Quem é Rá? Rá representa a luz solar, o calor e a crescimento. Era natural que os antigos egípcios acreditassem que ele fosse o criador do mundo, bem como parte dele sendo representada em todos os outros deuses. Os antigos egípcios acreditavam que todo deus deveria ilustrar algum aspecto dele, enquanto o próprio Rá deveria representar cada deus. Aparência de Rá Rá era geralmente representado em forma humana. Ele tinha uma cabeça de falcão, que é coroada com um disco solar. Este disco solar era cercado por uma cobra sagrada chamada Uraeus. Rá também foi descrito como um homem com a cabeça de um besouro e também como um homem com a cabeça de um carneiro. Os antigos também retrataram Rá em forma de animal: serpente, garça, touro, leão, gato, carneiro, falcão, besouro, fênix e outros. Seu principal símbolo, no entanto, é o disco solar. Mitologia Os antigos egípcios acreditavam que o papel de Rá era navegar através dos céus durante o dia em seu barco. Pela manhã, quando Rá emergia do leste, seu barco recebia o nome de “Madjet”, que significava “tornar-se forte”. No final do dia o barco era chamado de “Semektet”, que significava “tornar-se fraco”. No final do dia, acreditava-se que Rá morria e navegava para o submundo, deixando a lua em seu lugar para iluminar o mundo. Rá renascia no dia seguinte. Durante sua jornada através dos céus, ele lutava com seu principal inimigo, uma serpente maligna chamada Apep (O Senhor do Caos). Em algumas histórias, Rá, na forma de um gato, derrota a serpente do mal, Apep. Isso é parte da razão pela qual...
  • O Tratado de Versalhes foi assinado em 28 de junho de 1919 e encerrou oficialmente a guerra entre a Alemanha e as Forças Aliadas. Uma controversa cláusula culpou a Alemanha pela Primeira Guerra Mundial e impôs pesadas dívidas e sanções ao país. O Tratado de Versalhes foi um dos principais fatores que contribuíram para a eclosão da Segunda Guerra Mundial. O que foi o Tratado de Versalhes? Exatamente cinco anos após o assassinato do arquiduque Franz Ferdinand, fato que colocou a Europa na guerra mundial, o Tratado de Versalhes foi assinado em Paris. O armistício assinado em 11 de novembro de 1918 encerrou oficialmente as hostilidades, mas as negociações entre os vencedores das Forças Aliados na Conferência de Paz durou seis meses. O presidente dos EUA, Woodrow Wilson, fez um discurso em janeiro de 1918, no qual expôs sua visão para o mundo pós-guerra.  Ele pediu o fim imediato da guerra, o estabelecimento de uma organização internacional de manutenção da paz, o desarmamento internacional, a diplomacia aberta, a recusa explícita da guerra e a independência dos territórios anteriormente colonizados. Além de negociar o Tratado de Versalhes, a Conferência de Paz de Paris estabeleceu a Liga das Nações , uma organização internacional de manutenção da paz encarregada de resolver disputas internacionais sem recorrer à força militar. Imposições do Tratado de Versalhes Um dos termos mais controversos do tratado foi a cláusula de “Culpa de Guerra“. Ela culpava explícita e diretamente a Alemanha pelo início das hostilidades. O tratado forçou a Alemanha a se desarmar, fazer concessões territoriais e a pagar reparações às potências aliadas no assombroso valor de US$ 5 bilhões. Embora o presidente dos EUA, Woodrow Wilson, tenha se oposto a termos tão duros, ele foi superado pelo primeiro-ministro francês, Georges Clemenceau. A França foi o único país dos Aliados...
  • A urbanização é uma tendência implacável e, à medida que as cidades crescem e se expandem, os conflitos armados e a violência também estão se urbanizando. A violência urbana é em grande parte alimentada por confrontos entre forças do governo, gangues criminosas e organizações transnacionais de tráfico de drogas, bem como a luta entre os próprios grupos criminosos. Causas Em essência, o aumento da violência urbana é uma resposta às mudanças na demografia global e subnacional, crescente desigualdade nas áreas urbanas e condições políticas cada vez mais instáveis ​​nos países em desenvolvimento. Historicamente, a mudança de pequenos assentamentos rurais para áreas urbanas densas e maiores tem estado intimamente ligada à industrialização e ao crescimento econômico. O desenvolvimento econômico impulsionou a urbanização e, por sua vez, a urbanização tem sido um motor poderoso por trás do crescimento econômico e da redução da pobreza. Infelizmente, as recentes tendências de urbanização nos países em desenvolvimento, especialmente no Brasil, não seguiram a mesma trajetória. Enquanto cidades como São Paulo e Rio de Janeiro cresceram rapidamente, as economias locais e nacionais ficaram para trás, e os governos não estão conseguindo atender à demanda crescente por serviços públicos e infraestrutura. Hoje, milhões de pessoas vivem em condições de pobreza, em favelas urbanas e assentamentos informais. Grande parte desses indivíduos não têm acesso a serviços básicos como moradia, água tratada, saneamento básico, saúde e educação. Em muitas dessas áreas, a combinação volátil de pobreza, desemprego, desigualdade, marginalização e má governança criam um terreno fértil para a proliferação e expansão de redes criminosas. Consequências Entre 1980 e 2010, houve um milhão de homicídios no Brasil. O aumento dramático nas taxas de mortes violentas acompanharam aumentos na desigualdade, do crime organizado e do uso de drogas. Esse problema se tornou uma verdadeira questão de saúde pública. Desde os anos...
  • O primeiro parágrafo do artigo 13 da Constituição Federal de 1988 diz: “são símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais”. O hino é, portanto, um dos quatro símbolos mais importantes da nação. Todos o conhecemos, mas poucos sabemos quem o compôs e quem escreveu a letra ensinada nas escolas e cantada antes dos jogos da seleção futebol. Francisco Manuel da Silva foi membro da Academia Brasileira de Letras e fundador do Conservatório do Rio de Janeiro e foi regente do Teatro Lírico Fluminense. Ele compôs a música “O dia de júbilo para os amantes da liberdade” ou “A queda do tirano” na ocasião da Abdicação de Pedro I do Brasil (1831), que marcou o fim do Primeiro Reinado e o início do período regencial. Esta composição sofreu diversas modificações até 1889, ano da proclamação da república, quando um concurso foi realizado para a escolha do novo hino brasileiro. Até a ocasião, eram entoados o hino monarquista, pelos monarquistas; e a Marselhesa, pelos republicanos. A música de Francisco Manuel da Silva foi escolhida, mas só se encontrou com a letra de Joaquim Osório Duque Estrada em 1909. Até 1922, Duque Estrada realizou nove modificações na letra até a versão final, que foi entoada na ocasião do centenário da Independência.. Curiosidades Em 1917 o cantor Vicente Celestino e a Banda do Batalhão Naval gravaram pela primeira vez o Hino Nacional. A versão, entretanto, foi gravada em si bemol, um tom difícil para a maioria das pessoas, e mal podia ser acompanhada em coro pela população. A União adquiriu a propriedade do Hino Nacional em 21 de agosto de 1922 por 5:000$ (cinco contos de réis, ou cinco milhões de réis), equivalente hoje a, mais ou menos, 615 mil reais. A Lei dos Símbolos...
 

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